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CIA de Dança Afro Euwá-Dandaras

Fundada em 1997 por Ivonete Carvalho, foi a primeira oficina oferecida à comunidade no Museu Comunitário Treze de Maio. O grupo era composto por oito adolescentes negras. A partir dessas, surgiu inspiração para o nome do grupo Euwá-Dandaras que, em Iorubá, um dos dialetos africanos, significa Mulheres Guerreiras.

 

Em 1999, a Professora Doutora em Educação Física, Marta Iris da Silveira, assumiu o cargo de coordenadora e coreografa. A partir de 2009, o grupo começou a ser reconhecido em Santa Maria e região, sendo convidado a participar de eventos e mostras de dança. Segundo a professora, os integrantes conscientizaram-se que a qualidade artístico-cultural ultrapassava a questão de resgate, valorização da cultura afro e da mulher negra. Era necessário valorizar o lado profissionalizante da dança. Foi, então, criada a CIA de Dança Afro Euwá-Dandaras.

 

Atualmente, a CIA é composta por 22 bailarinos e 10 percussionistas com idades entre 12 a 41 anos de ambos os sexos. A CIA distingui-se pela heterogeneidade dos seus integrantes, tendo representantes das mais diversas etnias, profissões e nível de escolaridade. Promovem ensaios abertos a comunidade, nos sábados no MTM, onde as pessoas, segundo Marta:

 

Devem participar mesmo que o interesse não seja de se profissionalizar ao menos para participar das aulas e sentir a energia dos tambores, saber como é dançar a partir de um ritmo que misturasse com África e nossa brasilidade e faz uso dos nossos corpos como transmissores de beleza e plasticidade, e emoção. 

O objetivo da CIA de Dança Afro Euwá-Dandaras está em preservar as raízes africanas a partir da dança que é a primeira forma de interação entre o homem e o ambiente, conscientizando a partir de atividades artístico-culturais negras “envolvendo os bailarinos em pesquisas e construção de conhecimento a luz das matrizes africanas” e instigando a reflexão acerca de questões sobre o preconceito social e racial, explica a coordenadora do grupo.

 

Outro objetivo da CIA, além de preservar as raízes afro, é conscientizar sobre a cultura negra a partir da dança afro, segundo Marta Silveira:

 

Ensinar dança afro, seus preceitos, significados, fundamentos e uso do seu sentido, mas não temos a pretensão de nos tornarmos um gueto, acreditamos que a tomada de consciência é necessária e nosso trabalho pode ser um mediador deste processo para muitos, e esta questão extrapola a questão da cor da pele.

 

A história da CIA Euwá-Dandaras contempla títulos conquistados em competições de dança por todo o Estado, onde é considerada tricampeã de dança-afro do Rio Grande do Sul (2005, 2006 e 2007); campeã do 13° Santa Maria em Dança, edição 2007 nas categorias étnica e folclórica; bicampeã na categoria étnica e campeã geral no 14° Santa Maria em Dança, edição 2008. E o primeiro grupo de Santa Maria a ganhar o festival em 14 anos de existência, assim como o primeiro grupo de dança-afro a ser campeão na categoria geral. Em consequência dessa premiação, o festival de dança de SM criou, em 2009, uma categoria exclusiva para competições de dança-afro.

 

As fotos a seguir evidenciam diferentes momentos desta CIA de dança. As mesmas estão postadas no principal meio de comunicação da CIA Euwá-Dandaras que é uma página no facebook com aproximadamente 1000 usuários e um website com informações sobre o grupo, agenda de eventos, notícias, contato e espaço multimídia, que, porém, está desatualizado.

Apresentação no Theatro Treze de Maio.

Apresentação no Theatro Treze de Maio.

Apresentação no Museu Treze de Maio.

Apresentação no Museu Treze de Maio.

13ª Santa Maria em Dança.

13ª Santa Maria em Dança.